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A Importância do texto e da forma como se escreve

Antonio Marcelo Jackson F. da Silva*

Niterói, 01 de junho de 2021.


É interessante pensar que o ato de escrever sobre qq assunto parta de algo que, de forma gal, poucos se atentam, a saber, a própria linguagem. Exceção evidentemente para os linguistas ou profissionais da literatura, todos demais usufruem das palavras para transmitirem seus temas sem que façam ao menos uma breve reflexão sobre os meios que utilizam: suas formas, reduções, gírias.


Primeiro, cabe a reflexão de que as palavras, suas abreviaturas e jargões são obrigatoriamente circunstanciais, pois podem estar vinculadas a uma área de produção econômica ou região, ou conjunturais, por se tratarem de uma época. Assim, se estivermos no século XVIII e Mel, Mlo ou Roiz escreverem para VM sobre os xxnn perante o chtler da Igreja, será de fácil compreensão se fores desse período. Da mesma forma, que um DJ, apresentando um Mc a um público qq nos dias de hoje tb será compreendido apenas pela galera.


Isso para não citar as expressões regionais no mesmo país. O grande enfrentamento que um autor tem, nesse sentido, é produzir algo que seja de leitura agradável, mesclando expressões cultas com o linguajar coloquial. Tudo isso sem se amoitar algo ou se fale qq pala, evitando-se assim uma espécie de armengado ou intiórgo. O bom uso das palavras torna o objetivo que se deseja atingir mais dirrocha sem esbandalhar raciocínio algum. Evitando-se a escrita abichornada ou de arreganho, transformando o texto numa chinelagem e fazendo com o leitor se sinta um completo zé dend’água, a narrativa deve se equilibrar fugindo dos extremos em ser esparrosa ou ralada.


De qualquer modo, escrever é, sem dúvida, um desafio a ser superado a cada letra que se coloca na tela ou no papel. Égua!



Tradução (risos):


É interessante pensar que o ato de escrever sobre qualquer assunto parta de algo que, de forma geral, poucos se atentam, a saber, a própria linguagem. Exceção evidentemente para os linguistas ou profissionais da literatura, todos demais usufruem das palavras para transmitirem seus temas sem que façam ao menos uma breve reflexão sobre os meios que utilizam: suas formas, reduções, gírias.


Primeiro, cabe a reflexão de que as palavras, suas abreviaturas e jargões são obrigatoriamente circunstanciais, pois podem estar vinculadas a uma área de produção econômica ou região, ou conjunturais, por se tratarem de uma época. Assim, se estivermos no século XVIII e Manoel, Marcelo ou Rodrigues escreverem para vossa mercê sobre os cristãos novos perante o chanceler da Igreja, será de fácil compreensão se fores desse período. Da mesma forma, que um disc jokey, apresentando um mestre de cerimônias a um público qualquer nos dias de hoje também será compreendido apenas para o público atual.


Isso para não citar as expressões regionais no mesmo país. O grande enfrentamento que um autor tem, nesse sentido, é produzir algo que seja de leitura agradável, mesclando expressões cultas com o linguajar coloquial. Tudo isso sem que se esconda algo ou se fale qualquer mentira, evitando-se assim uma espécie de mal feito ou inconveniência. O bom uso das palavras torna o objetivo que se deseja atingir mais evidente sem quebrar raciocínio algum. Evitando-se a escrita triste ou debochada, transformando o texto em algo confuso e fazendo com o leitor se sinta um completo ignorante, a narrativa deve se equilibrar fugindo dos extremos em ser exagerada ou sem graça.


De qualquer modo, escrever é, sem dúvida, um desafio a ser superado a cada letra que se coloca na tela ou no papel.


* Antonio Marcelo Jackson F. da Silva é o nosso convidado da quinzena 01 - 15 de junho de 2021. Bacharel em História; Mestre e Doutor em Ciência Política. Professor do Departamento de Educação e Tecnologias da Universidade Federal de Ouro Preto.

** O texto exprime a opinião do autor.




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